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 (Por Adriana Amorim) Li recentemente um artigo de Jô Rocha, produtora de bandas independentes do Rio intitulado “Quem não é visto não é lembrado”, no qual incita que a batalha é o único caminho para enfrentar as dificuldades de bandas. Jô pondera sobre as lutas enfrentadas na cena independente no Rio, mas destaca a força que tem e a crença que deposita no rock e a seus objetivos. Seguindo a frase de Jô Rocha, a banda Klethus de Roraima, Estado mais ao extremo norte da federação, mostrou essa semana o que é evidência de fato. Para o lançamento de seu álbum virtual deu entrevista ao Amazon Sat, teve vídeo clipe transmitido pela TV Roraima, promoveu coletiva à três emissoras locais, estampou os Jornais Folha de Boa Vista e o Roraima Hoje, os sites de notícias J7, Folha On-line, BV News e os sites de música do Coletivo TomaRRock e do Fora do Eixo. Conclusão: em virtude de tanta movimentação - a visibilidade foi garantida.
Dois dias após o lançamento do álbum mais de 500 acessos foram registrados, e no sábado após o lançamento o telefone da assessoria da banda não parou de tocar. As TVs querem o vídeo clipe para rodar em sua programação e o que é mais importante para qualquer banda, promotores de festas estão loucos para ter a Klethus em seus eventos - contratados! Ao observarem a mobilização que a banda faz e ao ouvirem no site a música simples e bem elaborada com letras de fácil memorização e por sua presença na mídia, certamente não tiveram dúvida. A banda de fato está em evidência, mas fez muito barulho para isso acontecer. Objetivo este alcançado por terem uma equipe afinada e eficiente, que investe e acredita no que faz. Além de contarem com o acesso à imprensa, com a ajuda estratégica do Coletivo TomaRRock e de cultivarem seus amigos, a quem chamam família Klethus. A batalha para ganhar visibilidade não é fácil. Jô Rocha está nesta luta há anos e ainda não consegue se sustentar disso. E olha que ela está numa cidade como o Rio de Janeiro, o que significa que a dificuldade realmente é grande e que existe em qualquer lugar. Então, apesar do nosso isolamento e inexperiência temos oportunidades ímpares aqui em Boa Vista. O acesso à imprensa, a chance de sermos pioneiros, de fazer do rock um estilo cultural presente na cena local e a possibilidade de sermos iguais a todo mundo, porque quem trabalha e corre atrás de seus ideais sempre será visto, sempre será lembrado. Estamos aí, “com vocês até o fim”! |