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13/07 Domingo Terceira Noite PDF Imprimir E-mail
14-Jul-2008

Referência a banda ST-Seven

(Por Miquéias Monteiro)  

Neste domingo, a banda foi pega de surpresa. Devido um imprevisto, teve que abrir a noite, porém não amarelou e soube mostrar serviço. Destaque pelo calibre de apresentação por parte de Maciel (vocal), que soube representar com estilo o “death metal” gospel do estado de RR. (entenda-se, Roraima não Rondônia)

A banda está de parabéns, além do que, para firmar uma banda que escolheu este estilo musical em um estado que infelizmente fica isolado do restante do planeta e que predominam outros atrativos musicais, como diria a banda J Quest, não é “fácil”.

Banda Several Bulldogs 

Dia Mundial do Rock e a comemoração foi em cima do palco. A segunda banda, Several Bulldogs, entrou na terceira noite do VI Roraima Sesc Fest Rock, para mais uma vez para mostrar o seu Hard Rock Roraimense.

Os três integrantes, Rubens, Rafael e Michael no seu Power trio, vestidos apropriadamente pro estilo, se apresentaram com o já habitual figurino de botas, chapéus de cowboy e nessa noite com extrema atenção pra calça de camurça com estampa de zebrinha do baterista que já gritou nos olhos do público mesmo na escuridão do ginásio do Sesc. Um luxo.

Com as músicas já conhecidas, a banda tentou tocar com muita vontade pra chamar a atenção do público, até então acanhado.  Até o baterista Michael chegou até o microfone pra gritar pela galera, que atendeu em parte o seu chamado.  O povo do Rock se manteve distante no começo, mas como aqui todo mundo conhece todo mundo, os amigos foram prestigiar lá na frente, deixar um pescoço dolorido um pouco e gritar sem freio para a diversão.

Como todo mundo, o tempo de meia hora era estipulado pra banda subir no palco e fazer a seu desempenho, mas infelizmente o trio ultrapassou o limite de tempo que acabou por interromper a música mais conhecida e pedida pelo público. Demorou pra platéia engrenar com a banda e quando acontece finalmente, a integração foi interrompida.

O que alguns minutos a mais poderiam alterar no cronograma do festival não se sabe, mas que serviu para alterar os ânimos de todo mundo. Como normalmente acontece, algumas bandas foram privilegiadas com pequenos acréscimos de tempo, pouca coisa, mas que serve pra finalizar um trabalho e ter a sensação de missão cumprida. Felizmente, um microfone desligado serviu pra acalmar e no final servir de agradecimento pela participação de todos.    

 

TETRIS – AM                                                                              

(Por Manoel Vilas Boas) 

No 3º dia do festival, a sensação do rock amazonense, Tetris é a cara da boa música independente atual. No quarto show dos amazonenses por aqui, e já cheio de seguidores, vieram pra cobrir a falta do Metal da também amazonense Nekrost, e mostraram tudo superlativo. Mais pegada, mais porrada, mais sangue nos olhos.                

O Show – com dois novos ocupantes, nas guitarras solo e nas baquetas respectivamente, a banda melhorou muito. Mais segura nas novas composições. Os solos estão mais definidos, a linhas de baixo levam as músicas com segurança, as baquetas não perderam qualidade. A pegada e o carisma do vocalista Paulo Matheus continuam os mesmos. As músicas soam cada vez menos as Artic Monkeys e afins (influências declaradas da banda) e cada vez mais Tetris. Showzaço!               

Se falta engajamento para as bandas amazonenses ainda, talento eles tem de sobra. Mezatrio, Underflow, Aliases, Tetris, Incaos, entre outras, comprovam que nosso grande vizinho tem tudo para explodir no cenário do fora do eixo. O Coletivo Cuia Rasa vai mudar essa história e todo esse talento mostrado pela Tetris será melhor aproveitada. O Amazonas agradece. Roraima também agradece.

 

Klethus – os “Marcelos Novas” de Roraima

(Por Manoel Vilas Boas) 

Se o ídolo dos anos 80 é o dinossauro, o ídolo de muitos fãs do rock nacional, sem dúvida alguma a Klethus é o nosso “Marcelo Nova”, mas muito mais carismáticos e empolgados que o ídolo rabugento dos anos 80.                

Apesar dos quinze anos de estrada, e muito rock (prog) no currículo, nunca entregam mais um show qualquer, ou apenas “batem o cartão”. Eles fazem o show mais técnico da cidade.

O som que não ajudou a quase nenhuma banda, também falhou com a Klethus, mas nada que impedisse mais um grande show. Fizeram uma homenagem ao rock nacional tocando parte de um dos hinos da Legião Urbana, “Pais e Filhos”. Senti talvez, um pouco de fadiga dos integrantes, pois trabalham ativamente dentro do coletivo. Cansaço justificável. Banda que se preze tem que suar a camisa antes, durante e depois, e isso os caras fazem.   

 

Dr Sin

(Por Isa Rocks, introsada do coletivo tomarrock)  

O ingresso do IV SESC FEST ROCK devia servir como atestado médico pra próxima segunda-feira de trabalho, assinado, é claro, pelo doutores do pecado. Dr Sin no palco acaba com qualquer um, como em qualquer coisa que se gosta nós gastamos toda nossa energia curtindo, pulando e cantando as músicas. Não sobra voz, nem pernas, nem nada ( nem dinheiro).

Pouca gente no último dia do evento, mas quem veio curtiu. O Dr Sin subiu ao palco como a banda mais esperada, e supriu todas as expectativas. Com um hollywood rock no currículo, explodiu no palco, explodiu Boa  vista, explodiu no Fest Rock.

Que não sejam perdoado os nossos pecados, por que esses doutores vieram para nos curar.Mesmo que essa colocação seja um tanto brega, faz sentido. Acho que o hard rock em si é brega e sem dúvida faz parte da influência da banda. Também com o proguessivo. Deram uma palinha de Jump do Van halen e Perfect Stranger do Deep purple.

Muitas pessoas já me perguntaram que estilo cabe o Dr.Sin e eu nunca soube responder. Parece com, parece com...ah não sei.

Posso dizer que o estilo deles é fazer um show incrível. E ponto.

Ali bem perto do palco é o melhor lugar pra se assistir um show, é possível até ganhar uma garrafa de água do Ivan Busic ( batera do Dr.Sin) como eu ganhei. Mas a sede mesmo era de Rock n roll. E nós bebemos até a última gota.

Aqui do meu lado nesse exato momento chegou o Ivan, e a gente conta um pouco sobre o site e sobre o coletivo. Muito legal, é apaixonante fazer isso, entrar em contato assim com aquelas pessoas que já conseguiram o que nós estamos tentando conseguir. E o melhor é ver que os caras são todos gente boa, e grandes em cima do palco. Talento puro.

Eu, como uma daquelas pessoas todas introsadas no cenário do Rock, pude entrar no camarin pra pegar autógrafos e trocar uma idéia com o Edu Ardanuy. E parabenizar pelo show que prestigiamos.

Foi muito muito bom, poderia usar um palavrão bem feio ( ou bonito) para defini-lo.

Escrever um resenha é difícil, principalmente quando se trata de uma banda em que se gosta tanto, e que escuta cantando alto no carro, que cria uma familiarização, coisa de ídolos e fãs. O fato de escrever sobre eles, com o Ivan aqui do lado batendo o maior papo é meio surreal pra mim, mas muito gratificante, só posso agradecer ao convite do Tomarrock, por ter feito isso real. “If you believe in miracles and dreams. You can make it real” já dizia o DR SIN.

Time after time” “ Revolution” “fire” “Emotional catastrophe” trouxeram o repertório clássico. E músicas do novo Cd Bravo que todo mundo que entrou no ginásio do SESC, ganhou. Faltou Danger.

O Dr Sin, é a banda de hard rock com hinos brasucas que todo mundo canta junto, não importa se é indie, punk ou metaleiro. Quem não gritou “Futebol , mulher e rock n roll” na última música do show? Foi uma só voz.

Houve muitos solos longos e trabalhados do Edu Ardanuy e muitas “brincadeiras” em cima do palco que realmente pareciam improvisadas, acho que como foi dito por eles, eles realmente estavam se sentindo em casa. Mesmo que ás vezes solos intermináveis possam ser meio chatos na maioria dos shows, em Boa Vista o público gostou. Tudo bem que o público Boa vistense não se pode ser comparado com nenhum no resto do mundo. Ele é meio inibido, e desacostumado, e sem dúvida, é facinado por covers. Mas consigo explicar bem isso. Quando é que vemos uma banda consagrada tocar por esses lados? Essa foi a primeira vez. ( Ta eu sei que o Detonautas e os Raimundos vieram mas eu prefiro não contar).Músicas que conhecemos e cantamos há anos tocadas pelos seu próprios compositores.

Quanto mais shows de bandas conhecidas tocarem por aqui, mais espaço será dado para as bandas “desconhecidas”. É assim que funciona, o público que veio pro DR SIN, mesmo sem querer, prestou atenção e curtiu a Klethus. Quem veio ver o Marcelo Nova, gostou da Veludo e a mulecada que veio ver o Forgotten prestou atenção na MR Jungle, e por ai vai. Espero que  a intenção em trazer bandas grandes não pare por ai, e que o público pequeno, feito por gente que não tem grana pra pagar vinte reais no ingresso todos os dias, não desanime a organização desses festivais.


Temerus

(Por Isa Carvalho) 

Temerus trouxe um especial Angra, e podendo, todos sabem de quanto Angra é técnico e possui um som muito complexo, os integrantes da banda tiveram essa difícil missão, oras se é pra tocar Angra que seja bem feito. E o fizeram. O público gostou e ficou até o final, entraram depois do Dr.Sin por um atraso deles mesmo, que foi feio.  Eram pra ser a primeira banda, e acabaram sendo a última. Mas acho que festival de rock tem dessas coisas, se fosse pra chegar na hora deixaria um pouco de ser aquela coisa Rock ‘n roll. Tem disso, tem de ser bagunçado mesmo.

E deu o jeito, eles tocaram em um som ensurdecedor no final do evento. Tão ensurdecedor que incomodou. Talvez por ter vindo depois da qualidade musical do Dr. Sin e a sua própria produção, mas o som a princípio chegou a doer nos ouvidos.

 
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