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Alf F4 abre a segunda noite do IV Roraima Fest Rock (Por Éder Rodrigues) A segunda noite começou com a energia das guitarras da banda Alt F4 composta por cinco adolescentes com idade entre 17 e a18 anos. Com Gerson Neto nos vocais, Jubah no baixo, Rodrigo na batera, Bento e Adryano nas guitarras, a banda mandou muita vibração, somadas as ótimas performances e carisma de Neto. O grupo abriu a noite com a canção cover “VIP”, da banda Forfun (RJ), depois fez uma super Intro, seguidas das músicas autorais Batman, Essa Canção, Vivendo um Novo Mundo, O Mundo Não Gira ao Seu Redor, Recordações, Forças pra Continuar, Neto fez os fãs da banda cantar a saidera Relógio Velho. A banda está também em estúdio gravando seu primeiro álbum que será lançado ainda este ano.
ARROTO DO SAPO – Punk tradicional com toda força sim senhor (Por Manoel Vilas Boas) Numa noite programada pra ter Iekoana, A Coisa, e Marcelo Nova, onde o protesto é a tônica de mais da metade das bandas que tocam na 2ª noite do festival, o Punk tinha que se fazer presente, e o melhor e/ou pior da força punk roraimense se fez presente num dos shows mais malditos de Roraima. Quase ninguém gosta deles, são os excluídos, mas sabe de uma coisa, fizeram um show muito surpreendente. Foi o melhor show da Arroto do Sapo que já assisti. Sempre achei o protesto que o trio faz algo fundamental pra cena, mas somente uma postura quase anárquica no palco não é suficiente. Tocar bem é tão importante quanto, e eles fizeram um show, que se não foi de virtuoses (tenho certeza que odiariam assim o ser), foi algo compreensível e o público respondeu como nunca. Talvez eles nem queiram isso, afinal, são punks. Os anos de estrada já fizeram de algumas das músicas (de dois minutos, dois acordes, hehe) da banda, quase que clássicos e, se a banda investir em mais ensaios, a mensagem será cada vez mais passada ou arrotada. Vida longa ao Arroto do sapo. Viva à diversidade. Inovação e humor - A Coisa mistura distorção, virtuosismo e teatro (Por Éder Rodrigues) Cirque de Soleil na Europa e Teatro Mágico em SP que se cuidem. A Coisa chegou pra arrebentar no IV Fest Rock, relembrando bandas nacionais da década de 70, como a “Secos e Molhados”, que misturava teatro e musicalidade. Um misto de teatro, rap core, trash e heavy metal tocado e dramatizado ao vivo. O suspense foi feito logo na abertura quando os caras usaram uma grande cortina branca, luzes e silhuetas de atores, para criar um ambiente de mistério, fazendo uma pequena peça teatral, onde um ator agride o outro ator representando a Coisa, sob o som, claro, de guitarras distorcidas e muito heavy metal. Uma “coisa” importante ocorreu na apresentação da banda: inovação! O vocalista e professor Galdino mostrou versatilidade, mudando de figurino em quase todas as músicas, incluindo trajes indígenas, depois paletó e gravata, bandeira do Brasil usada como saia e com muito humor espanca uma boneca gigante de pano. Corrupção política, cultos pseudo-protestantes, pedofilia, cultura indígena, caxiri, buriti, açaí, foram apenas algumas das muitas palavras, gestos e pantomimas criados, representadas e satirizadas pelos integrantes da Coisa. O show contou com alta performance do primeiro ao sétimo membro (literalmente a maior banda do festival). Outro ponto que também vale ressaltar foram os solos de Hendd’s Williams, reconhecido guitarrista de Boa Vista, que foi um show a parte. A Coisa entrou com o pé direito, deixando uma mensagem forte de protesto. Do Acre para o IV Fest Rock – Filomedusa mostra o vigor feminino do rock (Por Éder Rodrigues) O antigo Território Federal do Rio Branco transformou-se em Roraima por ordem governamental para respeitar a cidade de Rio Branco, capital do Acre. E se a palavra é respeito: respeitemos a Filomedusa. A vocalista do grupo acreano presente nesta segunda e contagiante noite, Carol Freitas chamou a atenção por sua graça, perfomance, interpretação, letras com viés poético, botas pretas, saia jeans longa e claro, tomara-que-caia vermelho. Carol iniciou o show recitando o primeiro trecho da poesia “Cavalos Selvagens” de Eliakim Rufino, um dos ícones artísticos, músico popular e poeta roraimense. A banda acreana é composta por Carol nos vocais, o guitarrista canhoto Saulinho Machado armado com sua LesPaul, Tiago Melo na bateria e Daniel Zen no baixoDurante a apresentação, um super e bem tocado blues autoral denominado “O Que Eu Sou”, fez a alegria dos fãs do estilo. Single - Filomedusa gravou seu single em março deste ano com as músicas Morte em Vida, O Que Sou, Batcaverna, Your Color Dream e Mirrage Mirror. Veludo Branco (Por Manoel Vilas Boas) O penúltimo show da 2ª noite do festival foi um prato cheio para quem gosta de rock n’ roll. A banda Veludo Branco, com público cativo e músicas cantadas por muitos, entregou um show pra dançar, com sua levada rockabilly e com os vocais bêbados e roucos de Victor Matheus, que literalmente, quase transa com sua guitarra no palco. Algo de costume, diga-se de passagem. Que me desculpem Mirocem Beltrão, baixista experiente e seguro, e Cesar Matuza, com sua pegada de costume, são de bom grado plataforma para o guitarrista brilhar. As grandes performances de Mr Gonzo já são conhecidas e ele não decepcionou de novo. A banda acaba de lançar um single e em breve lançará seu primeiro disco cheio. Além de camisas e posters, a banda é uma das mais experientes do estado, que apesar de ter uma formação nova, é composta por músicos experientes da cena. Vamos cantar muito ainda ao som da Veludo e seu alto intitulado “rock garageiro e alcoólatra”. Muitos caíram bêbados com certeza. O Transgressor do Rock Brasil 80, com vocês, Marcelo Nova. (Por Manoel Vilas Boas) O Show mais esperado da noite, o ícone o rock dos anos 80. Representante de uma espécie de rockeiro que mal sobrevive hoje em dia, o chamado Dinossauro vivo do rock n’ roll de verdade. Poderia tecer mais comentários, mas a performance de Marcelo Nova, o líder da Camisa de Vênus (ou capa de pica, como o próprio gostava de chamar sua extinta banda) é contida no começo. O som não ajudou ninguém e não seria agora que este fato iria mudar. Os problemas irritaram claramente a banda. Irritaram a quase todas as bandas. Falta profissionalismo. O show foi interrompido, para os problemas serem sanados. O show agradou a uma parte do público que aguardava por um show desse tipo em Boa Vista, mas claramente, não foi unanimidade. Só de ficar falando dos defeitos do som já dá pra entender que não foi tudo o que esperávamos. Tá, o cara foi uma estrela, podemos dizer, mas faltou um algo mais. Técnico? Muito. Pegada? Os caras são profissionais e tarimbados, show quase perfeito nesses quesitos, mas que faltou algo, faltou. Tá, teve gente com seus trinta e poucos anos delirando e quase tendo orgasmos por ver seu ídolo bem de perto? Sim, mas faltou algo. A Beth do Nova até que conseguiu, por momentos, apagar essa sensação. E crianças, isso é só o fim da 2ª noite do 4º Roraima Sesc Fest Rock. Fica a sensação de que apesar dos problemas, poder ouvir a pegada e a técnica da Filomedusa, o teatro verborrágico de Galdino e sua “Coisa” e o Rock de macho, de verdade de Marcelo Nova e sua banda de “doutores do pecado”, nos deixa realizados. As bandas locais agradecem a aula. |